Caso Marco Aurélio: Erros de Conduta




O desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio está completando 34 anos em 2019. Hoje em dia é quase uma lenda a história do grupo Olivetanos que subiu a Serra da Mantiqueira na intenção de chegarem ao Pico dos Marins e num suposto acidente um dos escoteiros, Osvaldo, lesiona o joelho numa pedra dando sequência a todo o caso: o grupo decide cancelar a excursão e retornar a base, Marco Aurélio então se voluntaria a ir à frente “abrindo caminho” e desde então nunca mais foi visto. Caso esse que até hoje permanece sem solução.

Diversas teorias foram criadas para tentar explicar o que aconteceu e a busca minuciosa de quase um mês com mais de trezentas pessoas sem êxito só serviu para uma nova desconfiança: Marco Aurélio de fato subiu o Marins naquele dia fatídico? A série de erros acometida pelo guia Juan são tão toscos que chegam a ser duvidosos. A subida ao morro e o acidente com o joelho não teriam sido forjados para esconder algo que já havia acontecido?

Erros cometidos por Juan que foram levantados junto ao inquérito policial:

  •          Durante uma reunião que antecedeu a subida ao morro, o grupo deveria sim ser acompanhado pelo mateiro seu Afonso, conhecedor de mais trinta anos do Marins;
  •          O líder recusou o convite de outro grupo de escoteiros que também estavam subindo o pico aquele dia;
  •         Após o acidente em que Osvaldo lesiona o joelho, o guia permite a separação de Marco dos demais, sendo que a regra básica do escotismo é nunca deixar um elemento sozinho em hipótese alguma;
  •          Na bifurcação que separa o caminho nota-se que Marco seguiu a da direita, e mesmo em contrapartida dos escoteiros, Juan manda-os seguir pela esquerda;
  •          Chegando a base por volta das 5h, o líder não foi à casa de seu Afonso verificar se Marco passou por lá;
  •          Deixando os escoteiros à base, o guia também não buscou ajuda de seu Afonso ao retornar sozinho na mata com a intenção de procurar Marco.


Em investigação a seus antecedentes descobriu que Juan já havia sido expulso de outro grupo de escotismo por sua má conduta, comportamento autoritário em que não seguia o regulamento, ameaçava seus subordinados e cometia erro de forma proposital. Os erros, propositais ou não, serviram para que Juan fosse apontado como principal suspeito e até hoje mesmo sem provas há quem acredite que foi ele quem deu um fim em Marco. Numa entrevista a uma rádio local, seu Ivo revela que na época fora cogitado que Juan é homossexual daí veio à desconfiança de um possível assédio sexual contra Marco. Na mesma entrevista ele também revelou que atualmente Juan Céspedes é advogado, casado, e certa vez recebeu um telefonema da esposa dele pedindo que ele parasse de mandar jornalistas em sua casa que o Juan também sofre com isso até hoje.

O mistério das luzes

Muito se falou do anoitecer do segundo dia de busca, onde o grupo estava se preparando para repousar e de repente ouvem um grito e um som de apito, todos se espantam e saem na direção do som. Lá fora na mata então veem um flash de luz azul que pisca três vezes e depois apaga. Supõe-se que nessa hora Marco Aurélio fora abduzido, porém ao verificar mais detalhadamente notam-se contradições nessa teoria.

1.      Marco Aurélio ficou dois dias “fugindo” dos extraterrestres e somente quando estava quase chegando à base é que foi enfim abduzido?
2.      Os flashes foram visto em uma mata fechada e não no céu. Teoricamente a nave voa e não a teria visto indo embora? E como uma nave entra numa mata fechada?

Então o que seriam esses flashes? Confira aqui a teoria para isso.

Se estiver vivo Marco Aurélio completou 49 anos em janeiro/2019, ele tinha 15 quando desapareceu em 1985, há trinta e quatro anos. Sua mãe, dona Neuma morreu em 2015, sem nunca saber o que de fato aconteceu ao filho. Seu Ivo, o pai, até hoje mantém viva a esperança de encontra-lo e administra um blog com informações sobre o caso (http://escoteirodesaparecido.blogspot.com/)

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